sábado, 16 de fevereiro de 2013

Halong Bay na prática

Nosso mini-ônibus
Vir a Hanoi e não ir a Halong Bay é não vir a Hanoi. 

Todo hotel, agência e até pessoas na rua vendem o passeio. Comprar um é a coisa mais fácil do mundo. Opções também não faltam: 1 dia apenas, 2 dias com uma noite, 3 dias com 2 noites. E o valor e tipo de barco variam muito.

A regra é meio básica: você recebe o que paga. E como aqui tem muito oferta, compre quando chegar. Uma opção bem recomendada é a do verdadeiro Sinh Tourism

Nós pagamos 40 dólares para fazer o passeio de 1 dia comprado no hotel mesmo.  Vai e volta no mesmo dia. É puxado? Mais ou menos. 

Prédio no porto para venda de passa-
gens e salas de espera
São apenas 150 km de distância, mas a velocidade máxima na estrada é de 50 km/h. E quase nunca dá para andar nesta velocidade por causa do trânsito. Como fomos no Tet, o guia disse que o trânsito estaria ótimo. Se o que pegamos era melhor, fico rindo só de pensar nele piorado. E a estrada já é uma atração por si só. Regra de trânsito por aqui é igual data de validade para a Lud: uma sugestão.  

O mini-ônibus era até confortável. Me cabia na cadeira com conforto, o que é raro aqui nestas bandas, já que que tenho 1,86 m. Mas o que ajuda é ficar sempre do lado da hobbit-size Lud. Ou seja, dois Leos juntos talvez não fiquem tão confortáveis assim. 

Peixe tava bom
Primeiro o ônibus fica 30 minutos pegando as pessoas. Fomos os primeiros, exatamente às 08:05. Além da gente, havia mais 17 para coletar: um casal local com seu filhinho (devia ser proibido crianças nestes passeios), um casal de Singapura, dois amigos que vieram jogar golf no feriado  (um de Hong Kong o outro da Austrália), dois rapazes da Austrália (sendo que um na verdade era escocês e estava estudando lá), 2 moças enfermeiras irlandesas que trabalhvam na Austrália e 3 casais de chineses. Mais o guia e o motorista. 

Depois de 1 hora e 30 minutos de estrada paramos para descansar e usar o banheiro. Por "coincidência", numa lojona de beira de estrada que vende de tudo a preços de Singapura e não do Vietnã.  

Dentro do barco. Os bancos eram sofás
Em 30 minutos, caímos na estrada de novo. 1 h e 30 depois chegamos ao porto. Outra coisa que achamos muito interessante é que depois de uns 50 km de Hanoi, a estrada até Halong Bay passa o tempo todo por cidade. Deve ser a cidade mais esticada do mundo. Sério, foram uns 100 km de cidade. Lógico que é aquela cidade de beira de estrada que quase não tem rua fora a estrada. Engraçadíssimo.

No porto, tempo para usar o banheiro, comprar algo de comer e beber se quiser nas inúmeras lojinhas enquanto o guia "prepara" o barco. Demoramos pouco mais de 30 minutos nisso. 

O barco era bem simples. O andar de baixo coberto com mesas grandes, sendo que no barco já tinha uma dupla de amigos italianos, e o andar de cima com um deck de observação descoberto e uma área coberta com uma mesa e dois bancos. E só. Tinha banheiro no barco e era até bem usável. 

Nem 10 minutos depois de começar a navegar serviram o almoço. Peixe cozido, camarões cozidos, um prato a base de ovos, um bolinho frito que não descobrimos o que era, pratos de legumes, vegetais e arroz. Bebidas são vendidas à parte e nem são extorsivas: 2 dólares por cerveja e 1 dólar por água ou refrigerante. Ah, no ônibus cada um ganhou uma garrafa de água. 

nome da caverna
Depois do almoço o barco continua navegando bem pouco tempo e chega numa "vila flutuante", onde dá pra andar de caiaque. Ficamos lá por quase 1 hora - nós e mais uns 3 barcos. São várias vilas e todas devem viver hoje em dia do turismo. Da nossa turma só um casal de chineses se aventurou no caiaque. Estava frio.

Voltamos a navegar. Nem 15 minutos depois chegamos a um porto em uma das ilhas, abarrotado, muito cheio, com filas para parar o barco. Ali tem uma caverna que a gente visita em fila indiana junto com mais um mil turistas. É legal. Não é privê mas dá para divertir e rir muito com o guia mostrando formações geológicas e perguntando o que o povo vê. Ele, o guia, vê dragões, seres de lendas vietnamitas e até Jesus na cruz. No final um dos australianos brincava quando o guia perguntava o que estávamos vendo: "Jesus montado num dragão, carregando uma cruz e combatendo um cachorro alado".

Lógico que no final da caverna tinha lojinha, ou melhor, duas. 

Barcos ancorados na praia da caverna
Terminando a caverna, o barco voltou para o porto. Rapidamente embarcamos no ônibus e repetimos o caminho de volta, desta vez parando depois de 1 h e 40 em outra lojinha (bem mais em conta) também por pouco mais de 30 minutos. Mais 1 h e 20 até entrar na cidade e o pessoal começa a ser devolvido nos hotéis na ordem inversa em que foram pegos. Pelo menos a devolução é rápida porque não precisa esperar o povo.

Valeu a pena? Valeu. No final foram só 3 horas no barco, mas  embora local seja muito bonito, a paisagem, depois de um tempo, fica repetitiva. Deve ser legal dormir? Deve. A baía é muito calma e nem a Lud teve chance de enjoar. 

Passeios que incluem uma noite devem ir para locais menos cheios e você pode curtir mais tempo: descansar nas espreguiçadeiras, escutar música, tirar um cochilo. Dizem que nos barcos noturnos tem karaokê e que o povo da tripulação se empolga e faz a bagunça. Para nós o bate e volta no mesmo dia foi ótimo. Ainda mais que o tempo estava sempre nublado e até caiu uma garoa no final do dia. 

Vimos muitos barcos e todos eram diferentes. O nosso não tinha espreguiçadeiras no segundo andar, só uma mesa com bancos. Outros tinham. Alguns eram menores, outros maiores. Só sei que barco como das propagandas e panfletos (bonitão com velas) não vimos nenhum. Ônibus: vimos alguns menores, outros maiores, alguns com cadeiras que reclinam, alguns com tvs passando filme.

Ou seja, pergunte o que você está comprando além do básico. Se quer mais conforto, peça e pague por ele. Para terem idéia, se você comprar o passeio de barco com direito a entrada na caverna no porto de Halong Bay, paga 8000 vbd (4 dólares). Ou seja, pagamos 32 pelo serviço de mini-ônibus, guia, caiaque (que não usamos) e almoço. E vimos preços que variam de 25 a 200 dólares pelo passeio. 

3 comentários:

  1. Sugestão: fotografem as comidas! rs Eu sei que é brega tirar foto de comida, mas me interessa saber como é a comida por aí!

    No mais, boa viagem!

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    1. A gente já tirou muitas fotos. Depois faremos um post com elas.
      Obrigado pelos votos de boa viagem. Esperamos que continue nos acompanhando.

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  2. voces podiam depois fazer uma montagem com todos os meios de transporte bizarros que usaram ai. ia ficar bonitao :)

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